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YOGA EM DUPLAS EM ARTIGO DA FOLHA DE SÃO PAULO

Faz um tempinho, foi publicado um artigo no Jornal Folha de São Paulo sobre Yoga em Duplas, do qual participei. O título é: Antes solitária, ioga praticada em duplas é fenômeno ocidental Este artigo já está disponível no site da Folha On Line, neste link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u315293.shtml Abaixo, alguns trechos: - Originalmente uma prática solitária, a ioga realizada em duplas é um fenômeno recente e oriundo do mundo ocidental. "Na Índia, as pessoas não permitem o toque com tanta facilidade como nós. Apesar de alguns mestres mais modernos fazerem ajustes tocando o aluno, o trabalho em duplas é uma ferramenta mais ocidental, que vem se popularizando recentemente", afirma a professora de ioga Rosana Biondillo, do Shantih Yoga Studio, em São Paulo. - Rosana Biondillo diz que, algumas vezes, costuma alternar os exercícios conjuntos com os individuais e que os alunos sentem mais facilidade no primeiro caso. "Um sempre ajuda o outro. Eles gostam desse contato e relatam que sentem um ganho na postura, uma maior extensão." Segundo ela, o ideal é formar pares com pessoas de peso e altura semelhantes, para evitar, por exemplo, a sobrecarga na coluna de um aluno devido ao sobrepeso de alguém. - Mas a professora afirma que não é só o benefício na parte física que deve ser valorizado. "O desenvolvimento técnico só é relevante se acompanhado do desenvolvimento ético, humano e espiritual. Os exercícios em dupla cultivam valores como cooperação, compaixão e respeito ao outro", diz, acrescentando que muitas vezes a prática em conjunto ajuda a tornar a turma de ioga mais unida.
Escrito por rosana biondillo às 09h37
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RESISTIR OU NÃO-RESISTIR? EIS A QUESTÃO!

O Yoga também é uma disciplina conceitual e contextual. Basicamente, tudo na vida é meio assim: nós conceituamos e contextualizamos as nossas ações e reações, a ponto de acharmos motivação e razão onde elas, aparentemente, não existem! Portanto, dizer que há alguns conceitos muito mal-compreendidos é quase como chover no molhado. Mas, e quando nos vemos diante de situações que causam sofrimento e geram injustiça? Quando devemos reagir, resistir a determinadas ações e nos impor? Quando devemos aceitar, relevar e definitivamente não-resistir? Para lançar subsídios para uma reflexão construtiva, mas nem por isso menos polêmica, recorri a ninguém menos que Swami Vivekananda - que foi discípulo direto do grande sábio e místico Sri Ramakrishna e um dos expoentes no estudo e divulgação do Karma Yoga. Swami Vivekananda diz que todas as ações possuem dois extremos: o positivo e o negativo. Diz também que a verdadeira renúncia só pode ser tida como legítima quando se tem ao que renunciar, e menciona a trajetória de Buda como exemplo. Ele diz que Buda abandonou seu trono e renunciou à sua posição social, o que foi uma verdadeira renúncia, mas que não pode haver renúncia para aquele que nada tenha a que renunciar. Em suas palavras: "Karma yogi é o homem que compreende que o mais elevado ideal é a não-resistência, e além disso que esta não-resistência é a mais alta manifestação de poder, quando realmente se possui; e também que a resistência ao mal é um passo no caminho para alcançar o poder da não-resistência. Enquanto não se tiver alcançado este ideal, o dever do homem é resistir ao mal; deve trabalhar, deve lutar e resistir com toda a força de que seja capaz. Só então, quando tiver obtido o poder de resistir, será uma virtude a não-resistência." Só para refrescar e enlevar as nossas mentes, tivemos, no século 20, três grandes momentos de não-resistência (pacíficos em sua origem), perpetrados por três seres humanos de grandes dimensões: Mahatma Gandhi, Madre Teresa e Martin Luther King. Pois é, esse é um assunto imenso pra se pensar muito e pra se realizar muito mais ainda. Boas reflexões!
Escrito por rosana biondillo às 07h01
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O EQUILÍBRIO FOI FEITO PRA GENTE PERDER E ACHAR

Outro dia, durante uma aula, enquanto os alunos realizavam uma seqüência de posturas de equilíbrio, eu espontaneamente disse, ao auxiliar um aluno a encontrar "seu eixo", que o equilíbrio foi feito pra gente poder perder e, depois de certo tempo, achar. E complementei dizendo que essa é a natureza de tudo o que existe no Universo - algo parecido com um antigo ditado que eu ouvia muito de meus pais e avós quando criança: Depois da tempestade vem a bonança! É bem verdade que existem gradações e contextos tanto para o equilíbrio quanto para o desequilíbrio. O nosso dia-a-dia está repleto de situações que se alternam entre momentos de equilíbrio e desequilíbrio, ajudando, assim, a criar movimentos ondulatórios e sinuosos, que permeiam nossos comportamentos e nossas ações, que podem ser, por vezes, bastante surpreendentes e inusitadas. No Yoga, os nossos desequilíbrios podem ser classificados como espectros que transitam entre as categorias denominadas rajas e tamas. Na categoria rajásica, encontram-se todos os nossos hiper-estados nos domínios físico, emocional e mental; na categoria tamásica estão os nossos hipo-estados nesses mesmos domínios. Assim sendo, para exemplificar, quando alguém está ansioso, irriquieto e com taquicardia, podemos considerá-lo, enquanto durar esse período específico, como inserido no espectro de rajas. Ao contrário, quando alguém está depressivo, apático e com prisão de ventre, estará inserido no espectro de tamas. O ponto de equilíbrio chama-se sattva , que pode ser entendido como sabedoria em ação. O ser sáttvico, necessariamente, não é aquele que nunca perde o equilíbrio, mas aquele que sabe perceber e reconhecer o desequilíbrio em sua essência, em sua origem, e optar por seguir em frente "desquilibrando-se", se esse for o melhor caminho, ou "reequilibrando-se" prontamente, para que o desequilíbrio não chegue a se instalar totalmente, tornando-se apenas uma espécie de "faísca". Em sattva, é possível optar por resistir a uma situação ou acontecimento ou não-resistir. Já em rajas e tamas, praticamente não existem essas opções, pois rajas é a própria resistência e tamas, a pseudo-não-resistência. Na filosofia do Yoga, os desequilíbrios têm um papel fundamental na jornada rumo à auto-realização. Os textos tradicionais dizem que os desequilíbrios de tamas devem ser primeiramente transformados em desequilíbrios de rajas . Isso porque nossas características tamásicas representam uma falsa e ilusória não-resistência, e não pode haver auto-realização enquanto não aprendermos a resistir, expressando nossas características rajásicas. Tamas não pode alcançar diretamente sattva, devendo, portanto, primeiro transforma-se em rajas, como num esquema: TAMAS >>> RAJAS >>> SATTVA >>> SAMADHI
Então, dá para ver que o desequilíbrio também é fundamental e definitivamente faz parte dessa nossa existência. Só espero sinceramente que os argumentos aqui apresentados não sejam usados para justificar episódios desumanos e grotescos, nem para abalizar ninguém a usar a idéia de resistência como um cruel e serial clichê. O Yoga visa a dissipação da ignorância, a evolução consciente da humanidade e promove os subsídios na busca de uma existência equilibrada e pacífica. Por isso, entender que o equilíbrio foi feito pra gente perder, aprender, mudar e achar, é um gigantesco passo para a realização desse ideal
Escrito por rosana biondillo às 12h47
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UMA "NOVA" ÉTICA PARA OS RELACIONAMENTOS AMOROSOS

Por ter, como todos vocês que me lêem agora, passado por algumas amargas experiências no setor dos relacionamentos amorosos, comecei a prestar mais atenção à minha volta, procurando entender pelo menos um pouco do que andou me acontecendo.
Não sei se entendi, mas minhas observações estão se transformando numa pesquisa informal: observo as atitudes de pessoas que eu conheço, que são somadas aos comentários que ouço e aos desabafos que escuto. E, pasmem, depois de um tempo fazendo isso, passei alguns meses me sentindo quase um lixo de mulher.
Querem saber por quê?
Porque eu "descobri" uma coisa que já anda acontecendo há séculos, mas que nunca antes me chamou tanto a atenção: As pessoas fazem sexo primeiro pra descobrir se se gostam como pessoas depois!
Primeiro se transa, depois vê se se admira.
Primeiro se transa, depois vê se se respeita.
Primeiro se transa, depois vê se se importa.
Esse comportamento antes era tido como masculino, porque os homens, mais do que as mulheres, costumavam agir assim. Homens traíam mais e selecionavam menos suas parceiras. Sem querer ser machista ou preconceituosa, essa era a idéia geral. Hoje, não mais.
Hoje, de acordo com algumas estatísticas mais recentes e pelos meus estudos informais, as mulheres traem quase na mesma proporção e já selecionam bem menos seus parceiros. A ponto de eu ter chegado a ouvir, de uma garota de apenas 18 anos, a seguinte constatação:
- É bom eu ficar com esse mesmo (leia-se: namorado), porque tá difícil de encontrar homem. Embora chulas, essas foram as exatas palavras que escutei. E, considerando-se que estamos no século 21, é tudo muito triste, não é?
Assim como já me foi triste ter que ouvir que eu sou muito sensível e que me importo muito em fazer a coisa certa. A sugestão que eu mais ouvi e ouço até hoje é: Deixa rolar pra ver no que vai dar!
Confesso que passei uns tempos bem desanimada, até desapontada comigo mesma, simplesmente por não conseguir ser assim. Até que comecei a realizar que, apesar de tudo isso, essas mesmas pessoas, homens e mulheres, não estavam assim tão felizes. Pelo menos, nem um terço do que esperavam ser.
Descobri, também, que eles não conseguem ser tão espontâneos quanto gostariam, e que passam boa parte do tempo em elucubrações estratégicas para fazer o relacionamento racionalmente "valer a pena".
Mas foi aí também que eu percebi uma coisa fantástica, que mudou meu olhar e me trouxe uma certeza reconfortante: é essencial poder ser diferente, embora não seja nada fácil.
Acabei, a duras penas, descobrindo que eu adoro poder ser mulher e ser feminina, que eu não gosto de medir forças quando me interesso sinceramente por um homem, e que eu admiro demais as pessoas que conseguem ficar sozinhas sem ser solitárias, que não sucumbem a qualquer apelo pra ter alguém do lado.
Descobri que repugno essa safra de mulheres-profissionais e de homens-sazonais.
Descobri que a maioria é, quase sempre, burra (não estou falando de QI, mas de consciência) e que existem coisas que não se faz, mesmo que muuuuuuuuuita gente esteja fazendo.
Descobri que a maior ética para qualquer relacionamento, especialmente aqui o homem-mulher, é tão antiga e tão suprema:
Não faça ao outro aquilo que você não gostaria que fizessem a você.
Não traia, a não ser que você ache o máximo ser traído/a; não brinque com os sentimentos de niguém, a não ser que você receba de bom grado esse mesmo tipo de tratamento; não mantenha uma relação apenas por não ter ninguém melhor no momento ou por conveniência, ou apenas porque você não suporta nem a idéia de ficar sozinho/a.
O tempo é precioso demais pra não levar a lugar nenhum. Em resumo: não enrole!!!
Posso continuar escrevendo por horas a fio, mas acho que já deu pra entender.
Evoluir como seres humanos é tarefa árdua para homens e mulheres, sem distinção, pois em essência, somos todos um. Como dizia o filósofo Sto Agostinho: na essência a unidade, na aparência a liberdade. E como também dizía Krishnamurti: a liberdade não é uma reação - é um sentimento.
Em pleno século 21, quando o assunto são os relacionamentos amorosos, a grande liberdade é saber se comprometer consigo mesmo: sem egocentrismos, sem possessividades, sem dependências, oferecendo apenas o seu melhor e fazendo despertar no outro o que ele tem de melhor.
Escrito por rosana biondillo às 09h54
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UM CARA POSITIVO QUE GOSTA DE GENTE POSITIVA!
 Recebi, esta semana, uma mensagem de um jovem norte-americano que disse que ía me seguir no Twitter porque eu era uma pessoa positiva. E que ele, como um "positive guy", gostava de "positive people". Um cara positivo que gosta de gente positiva! Achei o máximo da simplicidade e da lucidez. Porque, pense bem: Por que eu seguiria alguém no Twitter que eu sequer conheço? Simplesmente porque esse alguém tem algo interessante a me dizer. Tem algo que, sem querer querendo, mexe comigo: positivamente! Ninguém vai atrás de ninguém pra ser colocado pra baixo, pra ser espezinhado e maltratado. Ninguém procura ninguém pra ser torturado com palavras que incorporam sentimentos puramente negativos. Supondo, aqui, que estamos falando de pessoas saudáveis ou que buscam sê-lo. Mas, vejam também que ninguém procura ninguém que é um falso-positivo: o protótipo do cara positivo de frases clichês, meramente decorativas. Gente positiva de verdade fica triste, chora, perde a paciência, xinga, se indigna com certos acontecimentos sem pé nem cabeça (como essa propagação de "não sei" que continua reinando no Governo Lula desde sempre. Positivamente, descobri que vivemos em "I Don't Know Land"). Gente positiva é gente viva! Gente positiva é gente que mesmo quando tem momentos negativos (e todos temos um monte), faz deles degraus para o aprendizado e a superação. Já ouviu essa frase pronta em algum lugar, não é? Então, talvez tenha chegado a hora de tentar colocá-la em prática e parar de apenas censurar os que estão tentando, mesmo que não tenham conseguido ainda. Como praticante e professora de Yoga, descobri que gosto do que faço porque estou sempre procurando melhorar e compartilhar "isso" com as pessoas que estão comigo. Descobri, linguisticamente falando, que eu pratico e ensino um Yoga Positivo. E antes que venha algum pretenso purista tentar confundir o que estou dizendo, já vou logo avisando: Eu sou uma pessoa positiva, que gosta de gente positiva! Portanto, pode ter certeza que eu vou ouvir pra tentar aprender. É que gente positiva costuma ouvir, costuma refletir, costuma se arriscar, algumas vezes, costuma falhar, mas, sobretudo, tem paixão em aprender. Ah, ainda em tempo: Quero agradecer a todos os leitores e divulgadores deste blog, que esta semana recebeu o selo Blogs Legais da UOL! Muito positivo isso, hum? Boas práticas! Boa Vida!
Escrito por rosana biondillo às 08h38
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LEMBRANDO PALAVRAS DE LUTHER KING

Todos os praticantes de Yoga costumam saber sobre Mahatma Gandhi e sua história de vida na propagação e aplicação de ahimsa, ou não-violência. Mas alguns ainda não relacionam essa temática a Martin Luther King Jr. Admirador de Gandhi, King recebeu o Nobel da Paz em 1964, por seu trabalho de tentar pôr fim à segregação e discriminação raciais nos Estados Unidos, através da desobediência civil e de outros meios pacíficos. Mas, assim como Gandhi, King foi assassinado. Seus discursos emocionados estão entre as mais valiosas palavras a vibrar no Universo. E continuam inspirando corações e mentes no caminho de ahimsa. Eis aqui duas passagens, que eu procuro sempre ter como fonte de motivação e inspiração para minha prática: I A covardia coloca a questão: É seguro? O comodismo coloca a questão: É popular? A etiqueta coloca a questão: É elegante? Mas a consciência coloca a questão: É correto? E chega um ponto em que temos de tomar uma atitude que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta. II É melhor tentar e falhar que ocupar-se em ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, que nada fazer. Eu prefiro caminhar na chuva a, em dias tristes, me esconder em casa. Prefiro ser feliz, embora louco, a viver em conformidade. Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização. Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços, eu ainda plantaria a minha macieira. O ódio paralisa a vida; o amor a desata. O ódio confunde a vida; o amor a harmoniza. O ódio escurece a vida; o amor a ilumina. Boas práticas & Paz. Muita Paz! Rosana
Escrito por rosana biondillo às 08h22
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O FIRME RELAXAMENTO DA POSTURA DA ÁRVORE

Em sua execução, os asanas, posturas do Yoga, envolvem força, flexibilidade, equilíbrio e permanência. Cada asana explora, em sua composição, cada um desses quatro elementos em maior ou menor grau. E quando falamos em permanência, isso significa ficar em uma postura por um determinado tempo e ir, gradativamente e dentro de limites seguros, aumentando esse tempo de permanência.
Só quem pratica sabe que isso não é fácil. É mais fácil repetir posturas, ou séries de posturas, do que permanecer em uma única por um determinado período. E, dentre as várias posturas do repertório yóguico, as de equilíbrio podem ser especialmente desafiadoras.
Constantemente, as posturas de equilíbrio são realizadas sob forte tensão e retração musculares, simplesmente pelo receio (justificado, diga-se de passagem) do praticante de perder o equilíbrio e cair. Só que teria que ser exatamente o contrário: a expansão e firmeza concentradas da musculatura (em determinadas partes do corpo) é que deveriam estar operando durante a realização do asana .
Especificamente na conhecida Postura da Árvore, oVrksasana, as pernas estão firmes enquanto que o tronco e a cabeça estão relaxados. E as expressões do rosto devem estar ainda mais relaxadas e serenas. E se você pensar numa árvore natural, verá que a rigidez não pode fazer parte de sua natureza: as raízes e o tronco são positivamente firmes, mas os galhos e as folhas são flexíveis e se curvam ao sabor do vento. Ao praticarmos a Postura da Árvore concentradamente, pouco a pouco começaremos a perceber que a rigidez e a sugestionabilidade são infrutíferas e muito desgastantes, seja durante a permanência num asana, seja durante um episódio da vida real.
Escrito por rosana biondillo às 11h00
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ESPELHO, ESPELHO MEU: EXISTE ALGUÉM MAIS ... DO QUE EU?

É claro que sim! Seja lá o que for que você pense e diga para completar os três pontinhos dessa famosa pergunta. É a pergunta clássica nos clássicos casos de baixa auto-estima. Mas essa é, também, uma pergunta fundamental para compreendermos essa delicada e essencial questão. Ela nos revela a importância da imagem, mais especificamente da auto-imagem, formada a partir do ponto de vista de um outro: mesmo que esse outro seja um espelho, mesmo que esse espelho seja uma representação, mesmo que saibamos que espelhos não falam e veja bem: mesmo quando esse espelho é apenas você! A auto-estima, de uma forma ou de outra, está sempre intimamente ligada à auto-imagem, ou à maneira como você enxerga a si mesmo. Mas, deveria estar ligada aos processos de percepção, de sensibilização, de autoconhecimento e de auto-aperfeiçoamento do ser. Por isso, é importante reconhecer que: Fazer uma imagem de si mesmo não é a mesma coisa que perceber, sentir e conhecer a si mesmo. Dentro da filosofia do Yoga, todas as imagens servem infalivelmente para uma constatação: Somos pessoas frágeis e nos decepcionamos profundamente quando não podemos parecer bem aos olhos dos outros. Fabricar uma imagem que você gostaria que os outros tivessem de você, ou que você gostaria de ter de si mesmo, é no mínimo duplamente desgastante e decepcionante, pois além do trabalho de construí-la, você terá que ter o trabalho de destruí-la - isso se alguém não fizer isso antes! De acordo com os dizeres dos autênticos mestres de Yoga, o corpo, que é a porta de entrada do mundo sensorial do qual as imagens são a constante máxima, merece e deve ser tratado com respeito e dedicação para manter-se sempre saudável e produtivo. Iyengar costuma dizer que o corpo é seu templo, que as posturas são suas preces e que praticar é o seu mantra. Ao vivenciar o Yoga de uma forma mais subjetiva e simples, onde o corpo passa a ser seu templo, as posturas, suas preces, e a prática, seu mantra, você logo irá começar a perceber e a sentir que sua força e luz interiores são muito mais poderosas do que qualquer opinião ou imagem que possam ter de você. Mesmo que sejam as suas próprias! Procure lembrar-se de que se aceitar e ser solidário consigo mesmo, apesar de reconhecer todos os seus condicionamentos e limitações, é o primeiro passo para a tão almejada mudança (seja ela qual for), para aceitar os outros como são e não como gostaríamos que fossem, para o cultivo do respeito ao próximo, para a aceitação da diversidade no mundo e para a construção de uma cultura de paz. Ah, e pode continuar se olhando no espelho à vontade! Quem sabe, ele também não seja mágico? Pois é...
Escrito por rosana biondillo às 07h28
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O DALAI E A GRIPE A
Dalai Lama brinca com spray nasal ao ser questionado sobre gripe A 
Falei dele ontem, conversando com alunos exatamente sobre a gripe A! Falei sobre o livro Emoções que Curam. Nossa aula foi especialmente bem-humorada, como se fosse um antídoto para o mau presságio que páira sobre todos nós desde a constatação dessa pandemia. Coincidência ou não, hoje, Sua Santidade me apronta uma dessas rsrsrs... Ele é simplesmente ótimo! Eis a notícia do G1 na íntegra: O líder espiritual tibetano Dalai Lama brinca com seu spray nasal ao ser questionado por jornalistas sobre a gripe A (H1N1), durante entrevista coletiva em Lausanne, Suíça. O líder espiritual, que está em visita de cinco dias ao país, disse que não tinha idéia e sugeriu que os jornalistas perguntassem sobre a epidemia aos médicos (Foto: Frabrice Coffrini / AFP)
Escrito por rosana biondillo às 16h43
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